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domingo, 19 de outubro de 2014

Jacinta - Hoje é o nosso dia de oração

Não fiquem tristes, continuemos e em paz.

Hoje é o nosso dia de oração, atender os pedidos que nos têm feito, o vosso, iremos juntar a todos os outros, e vamos continuar a oração que estávamos neste momento a ter todos juntos. 

Vamos orar, e continuai a orar e pedir por todos aqueles que vos queiram entender e perceber, orai todos juntos.

Nós todos juntos vamos orar, Jacinta.


É esta a mensagem que eu vos deixo ficar. (130914)

Jacinta – A este lugar passaste e neste lugar oraste

Vós que por aqui andais, e por aqui passais, semeai e cultivai como todos nós o fizemos. Semeamos e cultivamos, andamos na esperança de encontrar aquilo que nós encontramos, encontramos o amor, encontramos a paz, encontramos tudo aquilo que desejamos.
Semeamos e cultivamos e assim o deixamos crescer e mais tarde podermos colher, colhemos como as flores que semeiam, nascem, crescem, belas se tornam pela pureza com que nós as olhamos, são tão lindas e são tão belas, aquela beleza que nós olhamos e sentimos, é aquela beleza com que a devemos partilhar, com o colorir mais belo das flores que nos rodeiam.
Assim também foi por este vale em que andamos, em que partilhamos, em que brincamos, em que todos nos escutaram, por assim dizer até os animais connosco falavam, era uma beleza e tudo se tornou naquilo que nós agora estamos a ver, nada é como aquilo que foi, tudo se transforma e tudo passa.
Agora sim, são diferentes os tempos, as pessoas e mesmo as coisas que partilhamos para que não deixamos perder a nossa inocência, o brilho que sentimos, a pureza que tivemos.
Convosco partilho aquilo que em nós nos resta que é o amor, o brilho, a nobreza, a paz, e aquilo que nós podemos dizer, é com paz e com amor consigais ver aquilo que nós vimos, que é a pureza das coisas da nossa alma e nunca deixar sentir que os outros com a sua impureza vos queiram iludir.
Sacudi, só sacudindo podeis fugir a tão grande desespero que vos querem trazer à vossa alma. Não vos deixeis levar por tudo aquilo que vos dizem, mas sim cultivai a vossa pureza, semeai e colhei, só assim consigueis chegar àquilo que nós chegamos.
A este lugar passaste e neste lugar oraste, continuai a orar, só assim consigueis chegar e todos os caminhos se abrem e todos os caminhos vos levam aonde mais tarde um dia vocês vão chegar, é o caminho do Pai, caminho celeste, o caminho da oração, o caminho da verdade, o caminho do amor.
Nós somos pequenos para vos estar a transmitir tanto amor e vós não nos ouvirdes conforme nós gostamos que vós nos ouvirdes, somos pequenos, sim, mas temos muito amor para dar e vos ensinar, ouvi-nos com atenção e não nos chamem de pequenos, porque nós somos pequenos, mas somos grandes na alma, a nossa alma é imensa, a nossa alma sabe partilhar, a nossa alma partiu para de vós podermos cuidar, cuidar-vos sim e ajudar-vos também, mas tentai também fazer algo por nós que é orar, nunca vos esqueçais de nós, nós estamos em qualquer lugar, desde que vós o mereceis, assim como o têm merecido, nós viemos em paz e em paz vos vamos deixar, com o mesmo amor com que chegaste e com aquele que vos damos, vós ireis partir e vós ireis também com todos os outros que vos queiram ouvir partilhar em oração, com a fé e com aquilo que se chama amor para dar, amor recebeis, o amor só se partilha com aqueles que o saibam sentir, recebei sim, porque quem recebe, também está pronto para dar, então dai, dai esse amor, dai essa fé, dai tudo em nome do Pai como nós o fizemos, assim dizia José, partilhai como eu partilhei amor como eu amei, nasceu assim como todos o sabem, do alto veio, do alto partilha, do alto nos dá e do alto se assemelha um pouco a nós, era a imagem de um homem, aquele homem que nos domina, o homem da fé, esse homem Jesus, Jesus seu Pai sempre lhes chamaram de José.

Minha mãe é mãe de todos, é a mãe que ora, a mãe que chora, a mãe que sorri, a mãe que nos adora, a mãe que nos chama, a mãe que nos sabe adorar e a mãe que com todos nós sabe partilhar, partilhai em oração, amai-vos e segui o vosso caminho com oração e com amor que vos trouxe até aqui neste meio onde nos encontramos, com amor nos rodeamos e que assim seja louvado aquele que nos ama, aquele que nos adora e aquele que sempre nos amará e que seu nome chama e sempre chamou, Jesus. O amor que ele e só ele nos pode dar. Jacinta (070912)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Jacinta - Sentimento de culpa, não é fácil viver com ele

Sentimento de culpa, não é fácil viver com ele. Poder passar e caminhar sem olhar e deixar ficar a quem possais divulgar. São as palavras que vos deixo, aquelas que tentam vos tirar e vos deixar ficar sem aquilo que tanto vos tem custado. A divulgar são as palavras que eu vos ensino e que eu vos dou e neste momento, aqui estou eu a vos contemplar com palavras difíceis mas que vos vão ajudar a podereis caminhar mesmo que sejam palavras, essas que tão difíceis são de entender, mas são aquelas palavras que vós, passo a passo vão poder dar a entender aos outros aquilo que tanto vos custam e que vos fazem sofrer.
Caminhai na esperança de encontrar o momento certo para que possais passar tudo isto que eu vos deixo e não as deixais cair em pleno deserto. Aqui estou perante vós mais uma vez a vos dar a luz e a esperança de a acender e de a poder divulgar e passar por todos aqueles que vos acompanham e aonde vós ainda continuais a passar.
Caminhai em caminhos como este, só este caminho vos dá força para poderes contemplar, vos dá energia e vos dá sim, alegria de poderes viver e passar por todos aqueles que não vos querem deixar passar e regressar a este meio para poderes olhar e contemplar a graça que vem do alto e passo a passo vos deixar ficar com a fé que tendes e arranjar ainda fé para poderes distribuir por aqueles que vos possam e que vos queiram ouvir.
Parti em oração e deixai ficar a vossa, distribui como eu por palavras e olhai como eu com amor, assim são aquelas as palavras da ordem que vêm e que vão e que só nós as podemos ensinar e partilhar por vós para que as possais dar a entender a quem em vós acreditam. Jacinta (300711)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jacinta Marto (1910/1920) – Me entrego a vós nas orações que me dais

Pela luz que há que por ela caminhais, sim, quem vos dá sou eu. Aqui me encontro e aqui estou eu neste lugar aonde vós estais eu também estou, vos acompanho, e eu vos dou força para caminhar, os lugares a visitar, e assim me encontro sempre junto de vós por donde quer que passais, estou aqui e a minha presença levais convosco no vosso amor e na alma que vos faço despertar por donde quer que passais.
Me entrego a vós nas orações que me dais e que me fazeis lembrar sempre os lugares mais belos que eu tenho visto e conhecido por vós, fazeis parte de nós, pelas vossas orações fazeis chegar e nos faz lembrar o amor que tendes ainda para dar, segui sempre no vosso caminho, lembrando sempre que estamos presente por donde quer que passais.
Aqui estou eu mais uma vez a lembrar que nunca se esqueçam de orar por nós, por vós e por todos aqueles que tão difícil é de os fazer acreditar. Orai irmãos neste lugar para que nós possamos juntamente com todos vós caminhar. Vamos orar.

Eu sou a Jacinta, que neste lugar me encontro por vós aqui terdes passado e despertar em mim a minha alma me trás até junto de vós, orai por mim e por vós. (020411)

sábado, 23 de abril de 2011

Jacinta Marto (1910/1920) – Amai-vos, respeitai-vos e sigam a luz que vos ilumina

Do meu dom espiritual te é dado, para que possas passar aos outros o bem mal, que eu tenho passado, o bem e o mal que eu tenho passado, para que sirva de exemplo a todos aqueles que querem julgar aquilo que me deixaram mostrar, para que possais vós também mostrar agora neste momento aos outros, que a luz do vosso coração se ilumine, para que possais caminhar e passar pelos sítios mais sagrados que têm passar. Que esta mensagem vos sirva para vos ajudar aos momentos maus que passasteis, mas que ainda têm que passar, momentos esses que ainda não estão completamente libertos, porque a dor ainda existe dentro do teu coração, liberta-te dessa dor e deixa-os ficar para que eles possam caminhar pelo caminho que criaram, não te deixes a ti entrar nesse caminho, esse caminho não é o caminho mais correto para que tu possa caminhar, caminha na luz é essa que te estamos a dar e a te mostar, a luz do amor, a luz que brilha e a luz que te vai conseguindo libertar dessa dor.

Pediste, aqui estou neste lugar aonde me encontro, olha em frente e vê natureza, essa foi posta pelo Pai, pela Mãe, para que nós a possamos contemplar, segue essa natureza, porque é mais pura é aquela que nos liberta, é aquela que nos retira a dor, é aquela que nos deixa seguir, nos ensina a caminhar e nos dá tudo aquilo que nós precisamos: o amor, a paz, a tranquilidade e a vontade de caminhar e de ensinar aos outros, a esses que nada, nada têm e tudo fazem para mostrar aquilo que não lhes serve de nada e nem forças lhes dão para que eles possam caminhar, mas ensiná-los a verdade isso eles não querem que nós os possamos ensinar e encaminhar, não conseguimos tampouco entrar, entrada não é fácil, está fechada a porta, está escrito aqui, estamos nós nesta ordem e do mal por ela caminhamos e é essa que vamos seguir até que possamos fazer e tentar aquilo que nós há muito, mas muito tempo, andamos para conseguir.

A vossa luz é forte, mas nós vamos tentar pouco a pouco vos retirar, não vos deixeis vós por esse caminho entrar, não caminhais naquele caminho, não cruzais os quatro caminhos, sigam por aquele que é o mais difícil, mais longo a percorrer, mas é o caminho da fé e é esse aquele que nos dá forças para viver. Ajuda, vos damos, e vamos continuar a dar, apertando-vos as mãos para vos auxiliar, a corrente é forte como eu também e é essa força que vós tendes que seguir, pedindo muito para que nós possamos também pedir. Amai-vos um ao outro, uni-vos de mãos dadas para que a força siga a bela corrente, que ilumina a corrente que vos segue e a corrente que vos vai tentar ajudar, vamos atravessar alguns momentos difíceis, mas tereis do nosso lado sempre uma mão caridosa que vos ajuda e vai continuar a ajudar.

Como é belo este lugar, onde à luz, onde à esperança, onde à espaço para caminhar, para pensar, para orar e para contemplar, é assim que nós gostamos de nos sentir com alguém que vem, que nos fala e que nos ensina também a sorrir, nos deixam ficar lembranças, as lembranças do quando éramos pequenos, que falam como se nós ainda aí andássemos é isso que nós gostamos de ouvir, que os nossos caminhos tem sempre a nossa presença, os nosso passos, o nosso cheiro, e vos deixam ficar sempre as nossas lembranças.

Eu sou Jacinta, mas também tenho o meu irmão, a minha prima vem a caminho para se juntar a nós, ainda não chegou, ainda não lhe foi dado o seu tempo de se juntar a nós, pelo caminho que ela está a percorrer é um caminho sagrado, mas é o caminho que ela ainda tem que ser ajudada, porque passo, passo que ela vai dando, vai tendo sempre que fazer as suas paragens para ajudar aqueles que nela vão acreditando, terá o seu trabalho ainda para fazer, porque nunca o conseguiu fazer quando ainda se encontrava num mundo do ódio, da exploração, mas neste lugar, desde que ela tudo ai deixou ficar, vai ter que percorrer por ordem aquilo que o Pai e todos nós a vamos ajudar a ela seguir o caminho, mantendo sempre em oração e dando as mãos a todos aqueles que ela tem ainda do seu lado, para que ela vos possa ajudar, vamos também todos nós ajuda-la com as nossas orações para que ela consiga chegar até junto de nós e nós neste belo lugar, vamos com o amor do Pai também ajudar com a luz, iluminando a ela e a todos vós que ainda em nós depositais a confiança, o amor, nos vossos corações.

Amai-vos, respeitai-vos e sigam a luz que vos ilumina, não vos deixem passar por aquilo que vos querem fazer passar, segui em frente, não se deixem maltratar, mas sim sempre com muito cuidado pelo caminho que tendes que passar, tracejai-o e não vos deixeis vacilar. É esta a mensagem que eu vos deixo ficar, orai e pedi ao Pai por todos aqueles que não sabem o que querem. (260211)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Jacinta Marto - Vai passar momentos difíceis, mais não vos posso adiantar

Sou a Jacinta. Ele ainda tem muito para sofrer até chegar o dia da sua partida, tem muito para fazer, limpar a sua alma, tem que passar por aquilo que nós passamos, tem nos vir buscar, estão todos enganados. As vestes que ele veste, como todos os outros vestiram, são vestes iguais a todos nós, tu vestes as tuas, eles vestem as dele, por dentro quem nos veste é só um, a esse não podemos enganar, como todos fazem. A resposta, quando chegar o momento.

Ele terá de partir e passar pelo sofrimento que tanta gente ele fez passar, é lhe dada a oportunidade de ele se recuperar, mostrando ao povo aquilo que fez e o que sabe, que tinha guardado sem falar, que vão mostrando agora o quanto fizeram sofrer, tantas crianças tão mal estar causaram, mas eram os donos da verdade em que todos os acreditavam, chegou o momento em que alguma coisa já estão a mostrar. A fé dos outros também é grande, e todos juntos conseguimos ultrapassar muitas coisas que estão fechadas, que agora se põem todas fora para que as possam ver, ler, e outros possam ser julgados.

Vai a um lugar, que é um lugar sagrado, onde aí terá ele que orar, estarão lá à espera dele para que ele possa, para que ele possa ser perdoado e dizer-lhe que a porta que ainda está fechada e que ele ainda não está preparado para este lugar.

Eu sou pequenina e fui buscar, fui eu que trouxe a Emília para este lugar, outros irmãos esperam, mas têm que se preparar, assim como esse irmão que vem aonde de lá partimos, vai ter que passar por momentos muito difíceis, mesmo aí na terra.

Vai passar momentos difíceis, mais não vos posso adiantar, assim não teria tanto valor depois de tudo saberdes já não fazia sentido, mesmo não gostando é preciso orar, ele é uma prova do nosso amor e as orações que temos que orar e pedir por ele e por todos os que o acompanham e nós vamos mostrar que naquele lugar é um lugar simples, humilde e não um lugar de grandeza como eles mostram. A nossa humildade foi aquela que nos trouxe a este lugar que nos deixa repartir tudo aquilo que nos deram por todos aqueles que oram e todos aqueles que aqui querem chegar, eu sou a Jacinta, aquela que tudo fez com o vosso amor e os vosso pedidos, por todos aqueles que estão e andam por aqui perdidos, aqui está a nossa Emília ao lado de todos nós, em oração vamos pedir por todos aqueles que caminham. Que a fé seja a última a perder. A orar, é a paz que a oração nos trás. (090510)

sábado, 8 de maio de 2010

Jacinta - Eu vou à espera da Senhora

É Jacinta, sabes?

Eu venho falar, falar porque pediste para falar um bocadinho comigo, eu venho para te falar o que tenho para te contar, e é o que tu queres saber, o que nós vimos, e aquilo foi muito bonito, era pequena, saía de casa a cantar, a saltar, e as ovelhas guardar, sempre à espera que a Senhora viesse falar, o meu irmão, perguntava-me aonde vais sempre a correr para esse lugar?

Eu vou à espera da Senhora dizia eu, que me venha falar, anda, vamos correr e saltar, vamos ao mesmo lugar, é bonito e lá nós conseguimos ver aquelas coisas bonitas que todos nos perguntam, e nós nem sabemos explicar, era tudo para aquelas pessoas, eram milagres, para nós era apenas um lugar em que era bom lá estar.

Quando nos começaram a perguntar, a querer saber, nós falamos, ninguém queria entender, faziam as perguntas e davam as respostas que entendiam, juravam muito, nada daquilo que eles falavam era o que nós víamos, sofri, bateram muito, me atiraram de lado para lado, me pisaram a cara, olhos, mas eu continuava a falar o que via, apenas eu falava só o que via.

Era uma luz tão linda, tão brilhante e vinham. Essa luz nos iluminava e nos falavam dizendo: portem-se bem, sejam uns bons meninos e rezem para que o mundo seja melhor, quando os vossos dias chegar, nós vos vamos aí buscar para que caminhem connosco, para que possam depois como nós, orar por todos aqueles que vos querem mal.

Diziam tantas coisas, a principal eram apenas a luz que se transformava numa imagem brilhante, cheia de luz, uma Senhora linda, muito linda, assim foi a nossa vida tornada num desespero.

E quem era essa senhora?

Essa Senhora, perguntei com muito medo o nome, respondia: não tenhas medo menina, ninguém te vai fazer mal, só te venho ajudar, para que possas ajudar os outros e contar o que viste, conta só o que viste, mal passarás, mas não te deixes julgar pelas mentiras dos outros, não mintas e volta sempre que puderes, me encontrarás, vai haver um dia que nós vos iremos deixar para continuardes. Se vos perguntar o que viemos fazer, viemos apenas a este lugar, um lugar de oração onde nos podemos juntar e vos preparar, preparar para que possais deixar quando partirdes a semente que nós vos deixamos ficar, semeai, semeai, para quando ela nascer poder crescer, crescer para que unidos naqueles que foram escolhidos poderem comer, semeai, semeai.

E quem era a senhora Jacinta? Ela disse o nome?

Ela disse, era a Mãe de Jesus.

Era Jesus a imagem ou era Nossa Senhora?

Não, era a Mãe, só via dos ombros para cima, era só luz, não se conseguia ver muito bem, dava muitas voltas.

Nunca estava parada, era?

Era.

E agora explica-me, aquilo que eu li num livro, como foi o milagre do Sol, foi algum objecto que veio do exterior, com pessoas lá dentro ou não?

Não sei, rodava muito, ficavam muitas marcas, tudo brilhava, pareciam caminhos.

Mas era um objecto? Tipo prato ou que era?

Num sei, só via rodar, rodar e muita luz deixar e a voz falar, havia muita luz, parecia um sol, amarela, uma luz, só luz, ficava no alto quase à nossa beira, não chegava ao chão e nós queríamos ver, queríamos ver.

Estava alguém lá dentro? Nesse disco, nessa roda?

Era uma luz, uma luz, não conseguia ver mais, só via a cara da Senhora a falar, iluminava aquele lugar e andava muito rápido, muito rápido, era muito bonito, parava pouco tempo, ia, andava às voltas, mais volta, volta e subia, subia, depois desaparecia.

Depois marcava o lugar aonde nós devíamos estar para no outro dia vir falar, dizíamo-nos sempre a mesma coisa, só queria era estar connosco, que um dia me haviam de me levar e vir ter com eles ao lugar, depois de ter sofrido muito e mesmo muito, mal passar. Minha mãe também passou, e meu pai também, a minha família, prisioneiros sem poder falar aquilo que eu contava, a minha mãe triste ficava por não poder falar o que eu lhe contava, dizia-lhe sempre: cala-te mulher! Não digas essas coisas, porque a tua filha está a delirar vai-a tratar porque ela não sabe o que está a dizer, só são invenções, ela fala, fala, fala sem saber o que está a dizer, não repitas, não vais repetir e deixa-a falar.

E hoje querida irmã, já vistes a mesma imagem? Já vistes a Nossa Senhora do lugar de onde estás?

Neste onde eu estou, estamos muitos, aonde nos falam do bem, aonde nos ensinam como caminhar, aonde vejo os mesmos lugares por donde passei, onde vejo a Senhora, a Mãe de Deus que neste lugar.

A Mãe de Deus queres dizer a mãe de Jesus?

Sim, a Mãe de Jesus, mas sempre nos ensinaram em pequenos, que era a Mãe de Deus, quando dizia-mos Jesus, logo nos diziam Jesus, Deus, Deus é o Pai e Jesus é o Filho, mas Deus é o Pai de todos nós, com Ele estamos, somos os filhos Dele. Quando Ele mandou a Mãe de todos nós para falar connosco, para nos alimentar e continuaram a ser alimentados por eles, por eles somos como uma força que nos dão, chegamos até vós, muitas coisas que falam, nada é verdade, apenas serve e continua a servir para divertir e connosco, connosco por nós não nos poderem ganhar e aumentar cada vez mais aquilo que todos vêm, mas só vêm o que eles deixam ver.

Mas existe algum segredo em que eles saibam e que não querem que nós saibamos, alguma coisa que vocês os três disseram e eles não queiram que se saiba?

Sabem, sabem, a Lúcia e eu, os três, vimos, vimos crianças, muitas crianças como nós pequeninas a correr e a saltar, a brincar connosco, brincamos, brincamos, brincamos muito, por isso é que queríamos ir sempre àquele lugar, aonde lá podíamos todos brincar, depois partiam na luz que os iluminava, que rodava, rodava, rodava, rodava, e nós a ver partir, só nos deixavam luz, muita luz, subia, subia, e nós não víamos mais nada, corríamos para casa com medo, já não falávamos. A minha mãe acreditava, mas pedia-me: minha filha, não fales, guarda tudo dentro de ti e fecha como a mãe fecha o pão numa saca, não deixes palavra nenhuma sair que eles vêm cá novamente e vão-nos pedir para falar, e não nos vão acreditar, no que tu viste ninguém acredita, mas não chores, eu sei que é verdade, tu és a minha pequenina e sei que não precisas de me estar a mentir, porque essa é a verdade, só Ela te faz sorrir.

Esse disco que rodava, essa luz que rodava, fazia barulho quando se aproximava de ti?

Não me lembro.

Ta bem.

Eu tinha muito medo no inicio, tínhamos medo e fugíamos, só víamos ao longe, depois fomos perdendo o medo.

Depois também muitas pessoas viram, não foram só vocês.

Viram.

Também tiveram medo?

Viram, mas quando começou a rodar a rodar, começaram muitos a fugir, outros a gritar.

Mas não era o Sol conforme queriam dizer, que era o Sol que estava a mexer, o Sol não se pode mexer.

Era, era uma luz, uma luz.

E mudava de cor a luz?

Brilhava muito, só brilhava muito, brilhava.

Olha, mas a Senhora, eu sei que só respondes se te deixarem responder, deixou algum segredo conforme os homens aqui diziam que havia três segredos.

Não, só falava connosco, pedia para rezar e que os tempos iam mudar, era só o que Ela falava.

O que Ela pedia para rezar? Alguma oração em especial?

Pedia para falar com Ela, só pedia para falar e pedia para rezar o Pai nosso, mas nós não sabíamos rezar, então Ela nos deixou ficar, deixou-nos ficar no chão escrito o Pai nosso, para nós orarmos.

Mas se vocês não sabiam ler como é que foram ler o que pôs no chão?

Lúcia leu.

A Lúcia sabia ler?

Sabia.

Isso onde foi, nos Valinhos ou na capelinha?

Foi na capela.

(18410)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Jacinta - Não te preocupes fala em meu nome

Não te preocupes fala em meu nome, sou Jacinta a portadora do bem que sabe repartir por todos aqueles que aqui entram e aqui vêm, mas também reparte por todos aqueles que não podem vir, os que estão longe eu consigo também com eles também repartir, mesmo longe, distante, em pensamento eu consigo chegar porque a minha alma permanece em todos aqueles que me queiram amar, sou amada mas por outros não, mas mesmo assim eu os amo e nunca deixo partir ninguém em vão, sempre comigo no pensamento lhes dou o mesmo amor que dou a todos aqueles que me amam, mesmo assim sou amada sei quem sou, eu sou a Jacinta.

Vocês vieram por amor e vão repartir todas estas palavras por amor, por todos aqueles que não conseguem vir, mas que em nome de Deus vocês as repartem como irmãos por todos aqueles que vos esperam ouvir em oração.

Eu vos amo de todo o meu coração e sou amada por todos os que acreditam em mim, naquilo que fui, naquilo que sou e continuo a ser, eu sou a corrente do bem que permanece e permanecerá em todos aqueles que me acreditam e que fazem de mim aquilo que sou. Jacinta de Marto.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Jacinta de Jesus Marto


Jacinta de Jesus Marto


Nasceu em Aljustrel, Fátima, a 11 de Março de 1910


Morreu num Hospital em Lisboa a 20 de Fevereiro de 1920


Pastora em conjunto com seu irmão Francisco e a sua prima Lúcia


O seu corpo está sepultado na Basílica do Santuário de Fátima

Jacinta Marto - Éramos os três, muito amigos, pequenos, divertidos, e sempre prontos a ajudar

Éramos os três, muito amigos, pequenos, divertidos, e sempre prontos a ajudar, todos os dias, saíamos de casa, e levávamos a passear e alimentar todos aqueles animais, antes de sair juntava-nos os três e rezávamos. Aos saltos lá íamos todos nós, corríamos aqueles montes, uns por um lado, outros pelo outro, mas éramos felizes, sem medo, daquilo que podíamos encontrar, assim um dia, lá dos céus vimos uma luz a brilhar, aí sim, ficamos os três com muito medo, fugimos por aqueles montes, só chegamos a casa cheios de medo, não falávamos, prometemos uns aos outros, não abrir a nossa boca, e assim o fizemos, outro dia voltava a acontecer e assim foi, até que fomos obrigados a falar, não pensem vocês que a história que contam que é a verdadeira, fomos pequenos, se éramos felizes e brincalhões depois passamos a ser os prisioneiros daquele povo, meus pais também lhes custaram a acreditar e também tivemos que sofrer, passar mal, íamos, que tínhamos que levar os animais, mas sempre acompanhados, sempre feitos prisioneiros, chegou o sofrimento, era muito, muito, e foi melhor aquele que nos aconteceu, foi levados para o céu, aí a Mãe nos ajudou a partir, o sofrimento que nos causavam era muito, não podíamos falar, não podíamos andar sozinhos, era assim que queriam que nós crescêssemos naquele sofrimento, foi então, surgiu a partida, aí fomos felizes, mesmo todos aqueles que nos rodeavam, depois de partir, que nos fizeram sofrer, passaram eles, pequenos éramos, mas com muita fé, levaram-nos, ninguém se lembrava de nós, tudo foi uma ilusão, tudo esqueceram, e ficamos anos e anos e anos, a minha prima ficou, a Lúcia, o sofrimento que ela passou, sempre que lhe perguntavam ela dizia o que viu, nós pequeninos que éramos tiveram medo, que nós não nos calávamos, era tão belo, nós tudo contávamos, antes passaram e nos deixaram naquele lugar, reparem agora como está, à nossa custa, pela nossa fé, por tudo quanto acreditávamos, tudo fizeram, não por nós, porque nós somos a simplicidade, mas sim pela ganância, tudo fizeram, deixaram ficar uma amostra daquilo que era, era tão lindo e agora tudo é diferente, levaram-nos parte do resto que ficou, mas a alma o mais importante, não, essa não conseguem, pedem, pedem, pensam, por estar feito aquela grande obra naquele lugar, que ali que existe, a maior fé, é engano, ali pertence a maior seita, fazem isso só para que o mundo acredite neles e nós estamos prontos sempre a pedir por eles, para que tenham compaixão, piedade, por tanto mal que nos fizeram. Só acreditaram muitos anos, mas levou muitos anos, minha prima, ainda sofreu mais do que nós, ela ficou, de um lado para o outro, sempre a levaram, nunca a deixaram ficar muito tempo, porque aí começaram por lhe perguntar e ela estava proibida de falar, quando começava a ser muito conhecida voltavam a leva-la, passou a mocidade toda enclausurada sem poder falar, sem poder sair, apenas tinham por donde ela passou, só força da natureza, não havia mais nada, só a natureza, era ai que ela escrevia e falava, para a Mãe, que sempre lhe deu força, é sempre acompanhada, pelo alto, não podia falar com mais ninguém, assim foi ajudada para que tivesse fé, muita coragem, que soubesse sofrer, ela ficou para ensinar aos outros o que era sofrimento e humildade, passou já com meia-idade, para o lugar de onde ela partiu, foi mostrada ao mundo de que adiantou, se tudo o que ela falou lhe foi imposto pelo homem, toda aquela seita, que a rodeava só podia falar o que a deixavam, depois disso, foi levada e voltada a ser enclausurada, ela escrevia, escreveu muito, e tudo que ela escrevia escondia, para que não lhe encontrassem o diário, era a única coisa que ela tinha e com quem ela podia falar, algumas visitas ela tinha, mas sempre vigiada, mas ela sempre foi muito ajudada, e só respondia mediante aquilo que podia, com um sorriso sempre nos lábios, para todos que a iam visitar, só levavam lá quem os grandes senhores deixavam, nunca lá deixaram entrar quem ela tanto gostava de ajudar, nunca acreditaram nela, aquilo que ela falava, que tinha visto e continuava a ver, chegou o momento em que pensaram que ela não estava bem, médicos a visitaram sem ela poder falar, porque sempre foi vigiada, e agora, partiu com nós partimos, poderá acontecer perante o mundo, depois da morte, ela seja mais bem tratada do que nós, para quê tanta hipocrisia, quando nós podíamos falar, não nos deixaram, agora ninguém nos pode proibir de contar, de falar, de sorrir, de voltar a ser aquilo que éramos, e ter pena daqueles, fingem que acreditam e tudo fazem agora para que os outros acreditem.


A história é verdadeira, da nossa vida, foi curta, mas foi tão bela, em oração continuamos, porque nunca desistimos de orar, porque aquilo que fomos, continuamos a ser, a força que tínhamos, continuamos a ter, o bem que queríamos, continuamos a dar, a alegria que sentíamos, continuamos a espalhar, o amor que temos, continuamos a ensinar, é a fé que Deus nos deu, continuamos a dar, ensinar aos outros, aquilo que fomos, continuamos a ser, e a paz continua e o amor a reinar por todos aqueles que acreditam e continuem a orar, orem pelos que precisam, por aqueles que vós pensais que não precisam, porque todos nós, de uma forma ou de outra, todos precisamos, a luz brilha para todos, e nós somos, a força, a fé e a salvação, de todos aqueles que acreditam, e vamos orar, por todos aqueles, que ainda lhes custam a creditar.

[…] Não foi a imagem, foi luz e voz, a voz e a luz tão forte, tão forte, e que nos falou, sempre que vinha ter connosco, só nós é que a ouvíamos, só nós é que a sentíamos, todas as pessoas que nos rodeavam não queriam acreditar, só os meus pais passado muito tempo, muito tempo, é que começaram a ver em nós a diferença, nós só queríamos estar naquele lugar que ela mandava, só ali é que nós sentíamos bem.

[…] Era luz, que se transformava, falava, marcava uma hora, para que nós voltássemos.

[…] Era uma beleza, era tão belo, tão belo.

[…] Nós estamos com os dois, nunca nos separamos.

[…] O Francisco e Jacinta, mas Lúcia também ouve e autorizou a que falasse um bocadinho da vida dela.

[…] Sabíamos, mas ela tudo o que sabe, não está autorizada a contar, há uma semana, que andamos a falar com ela, mais nuns dias do que noutros, tivemos a prepara-la, ela, também não queria acreditar, nunca pensou que nós estivéssemos a falar, tinha medo, e não falava, hoje lhe foi dada a força, coragem, e lhe dissemos que ela podia falar, contar a nossa história, é verdadeira, mas que a podem ainda ajudar, não só a ela mas a todos, saibam, e que a possam nela acreditar, foi-lhe dado o momento, nela poder falar, passou uma semana, sempre a perguntar, e assim lhe foi dada a coragem, força interior para ela poder falar, nem tudo o que contam foi a verdade.

[…] Tudo o que nós vimos foi verdadeiro, o que nos fizeram, por tudo o que vimos e contamos só nos deram sofrimento, sofremos muito, muito, ficamos doentes, porque aquele povo, aquela seita que nos rodeava, sofrimento que nos causaram, foi aí, que a luz chegou e nos levou, ficou só Lúcia, conseguiu com a ajuda divina, ter a força para poder, pedir por nós, pelos outros.

[…] A luz.

[…] Não, tudo que falou, vós estais a passar por tudo isso, quem acredita, quem ora, será sempre mais ajudado, não sofrerá, tanto quanto os outros.

[…] A imagem que nós vimos, só nós é que a podemos ver, nós só dissemos o que vimos, mais ninguém viu, apenas nós, aquilo que falam, o que inventam, a imagem tinha falado, só nós é que víamos, ninguém, ninguém mais de todos aqueles que nos rodeavam conseguiam ver.

[…] Era, só lhe víamos a cara, o resto, tudo era luz.

[…] Era a Mãe, Mãe de Deus.

[…] Era a Senhora, a Mãe de todos nós, foi assim, que ela falou.

[…] Sim era a Mãe, Mãe, foi que nos ensinou a orar e a pedir, todos, estes por aqueles, que nos causaram tanto mal, ela nos ensinou a orar.

[…] Jacinta.

[…] Conheço, mas nunca pode falar, nem lhe foi dada, sempre teve de ficar calada, como nós, foi isso que nos fizeram, nós fomos levadas, ela ficou, mas sofreu, nós sofremos. (2008)